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Texto sobre limites - A construção de limites começa desde o nascer




Ao nascer, o bebê tem uma amplitude de potencialidades comportamentais, mas adotará preferencialmente os comportamentos mais aceitáveis pela família e seu grupo.
O problema central no estudo da socialização é determinar como as pessoas desenvolvem comportamentos e valores morais.
Nesse sentido, um dos conceitos predominantes nas pesquisas sobre o desenvolvimento moral é a relação existente entre a internalização das proibições e normas e a formação dos valores futuros de uma criança. Assim, sabe-se que no início, o bebê não apresenta em sua estrutura de personalidade, o superego, uma instância responsável pela censura de nossos impulsos. Percebe-se que até a idade de 6 / 7 anos, os pais impõem às crianças normas e regras externas que mais tarde, após a formação dessa estrutura, vão ser guias internos de conduta.
Nesse sentido, há que se considerar que a interdição vivenciada pela criança sob a forma do "não", ou ainda, do limite é fundamental para a estruturação de um ser saudável.
Alguns autores da Psicologia, como por exemplo, Piaget abordam a moralidade como um sistema de regras cuja essência deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por elas. Assim, agir moralmente significa atuar em conformidade com o código moral de determinado grupo. Segundo Piaget, a moral não é inata, ao contrário, resulta de uma construção da criança na interação com sua família e grupo social. Ainda segundo o autor, o desenvolvimento da moral se processa em 4 estágios básicos:
-No estágio pré-moral a criança projeta no mundo externo seus desejos e fantasias, sendo incapaz de julgar suas ações, por desconhecer suas intenções e conseqüências. Nessa fase as regras, as ordens e proibições são mais facilmente obedecidas.
-No estágio de moralidade heterônoma a criança vivencia os valores e deveres como externos e impostos coercitivamente.
-Já no estágio de moralidade semi-autônoma, a criança deixa de obedecer às ordens, mas ainda não tem em si a lei internalizada.
-Finalmente, no estágio de moralidade autônoma, a moral se torna um imperativo da necessidade da relação como outro, e as normas e regras são cumpridas quando avaliadas como necessárias. Ressalta-se que, quando os adultos são muito autoritários, a criança tende a se manter em níveis primários de relação com a norma.
Piaget acredita que pais e professores podem contribuir para o desenvolvimento da autonomia moral, não fazendo exigências cujas razões a criança não pode compreender.
Dessa forma, os pais devem encontrar meios para fazer a criança compreender as regras e as punições conseqüentes de suas transgressões, sempre tornando claro os verdadeiros motivos de suas atitudes.
Assim, para educar moralmente é preciso manter coerência com o modelo de vivências dos pais. Logo, se não queremos ver uma criança mentir, não devemos mentir no nosso dia-a-dia, pois um modelo contraditório expõe a criança à dissonância e à futura transgressão da norma.
Também devemos proceder à definição clara dos limites aceitos, mostrando-nos firmes e persistentes na coerência e na cobrança dos limites definidos. Nesse sentido, percebe-se que uma das causas da dificuldade de colocar limites para os filhos reside no medo da repetição do autoritarismo à que foram submetidos os pais na sua infância. Precisamos perceber que autoridade não se delineia numa prática autoritária, uma vez que não é definida como o direito ou poder de mandar e sim, como uma pessoa que tem um conhecimento sobre um determinado assunto. Os adultos são autoridades para a criança, uma vez que conhecem o que elas ainda não conhecem e, por essa razão, os limites, o não, é de fundamental importância para a estruturação da personalidade. Reparamos que a dificuldade de colocar limites pode relacionar-se ao sentimento de culpa dos pais pela irritação vivenciada diante de transgressões de seus filhos. Ao sentirem-se irritados, os pais relembram inconscientemente a sua própria infância, sentindo-se em dívida com a criança, apresentando assim, a compulsão para compensar os danos feitos, fazendo todas as suas vontades e transformando os pequenos em "tiranos". Se queremos traçar uma meta de alteração desse comportamento devemos entender que o diálogo é a saída, pois permite exercer a discordância, a indignação e até a própria raiva sem ferir. É preciso entender que a transgressão dos limites denuncia uma má adaptação da lei que deve ser clara, democrática e passível de questionamento, baseando-se sempre em razões funcionais e, às vezes, transitórias, Assim, devemos respeitar a criança para sermos respeitados, estabelecendo uma moral horizontal. De maneira geral deve-se:
>Explicar ao seu filho os comportamentos que espera dele e os que ele deve evitar, clarificando sempre que possível sobre as privações (que são ferramentas de ensino e não castigo) que usará se preciso.
>Usar sempre como tática a reflexão, quando ocorrer a violação de regras.
>Manter a expectativa de comportamentos adequados e forçá-los positivamente quando manifestados.
>Estabelecer metas para sua família e seu filho, atentando para possibilidade de negociação.
>Perceber as emoções de nossos filhos, ouvindo-os com empatia.
>Impor limites claros ao mesmo tempo, que explora estratégias para a solução de conflitos.
E lembre-se: assim como um atleta necessita de um preparador físico, as crianças necessitam de um "preparador" emocional. Portanto, seja você um preparador emocional de um futuro atleta...

Márcia Parga
Mestre em Psicologia PUC / RJ
Especialista em Psicanálise / CEPCOP
Profª da Universidade Santa Úrsula

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